terça-feira, 11 de março de 2014

                           
 
                                                      A VIDA VAI E A MORTE VEM;
                                  ENTRE ELAS O TEMPO ESVAI... ESCORRE.
                         A CADA DIA QUE SE VIVE É MAIS UM DIA QUE SE MORRE.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

               
         

                                   O Tempo

Houve um tempo em que somente meus avós eram velhos.

Houve um tempo em que meus pais envelheceram.

Existe um tempo em que eu estou envelhecendo.

Bons tempos aqueles em que o meu mundo era intocado pelas opiniões.

Bons tempos da liberdade no banho de chuva.

Bons tempos de quando eu existia criança,
universalizando o que estava ao redor...
 Pueril, simples e liberto.
 Indubitavelmente livre para passar o tempo... 
Sem angústias, sem temores.
Eu, os meus e o tempo.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

                     
                         
                                                        Seu moço!

                    Onde andas moço antigo que envelheceu?
                Onde estás velho amigo que um dia morreu?
             Seu moço! 
                   Meu saudosismo é intenso.
                A simplicidade dos dias de boas conversas
             ainda postam registros do pouco que ali ficou.
          Sinuosas asas angelicais envolveram tantos segredos.
                 Emoções contidas no manto de noites estreladas.
           Quentes noites ungidas!
       Corações trovoantes em sagradas palpitações.
    Seu moço! 
           Tudo mudou, tudo o mais há de mudar.
         O que não mudou é o carinho 
        que eternamente se manterá.
       Os silenciosos gritos intrínsecos, são sussurros
      resignados na alma que acalentam minha saudade.



domingo, 24 de novembro de 2013

                   

                                             HUMANOS
 Mesmo serenos , atentos e buscando sermos melhores dentro das limitações...
   Nunca chegaremos próximos da dedicação intelectual de um Karl Marx ou Friedrich Engels...
   Jamais seremos projetados como Nostradamus, não temos tempo para tal, para tanto.
 Distante ficaremos da robusta genialidade de Leonardo da Vinci.
   Somos comuns, seremos comuns, pois na abstração de milhares de informações não mais faremos o tanto quanto individualmente fizeram nossos gênios empoeirados.
   A humanidade está represada por milhares de     informações ineficazes.
   Já somos robóticos na utopia que um dia poderemos    por nós mesmos pensar.
   Somos muitos pensando pouco, pois a mídia nos   fragmenta, nos aniquila.
   Somos zumbis sacrificados por um sistema movido por corrupção. 
   Então, até mesmo e um tanto em vão, vamos na introspeção buscar um pouco de paz.



terça-feira, 17 de setembro de 2013


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                        DESISTIR SEM TENTATIVAS É ASSUMIR A 
DESTRUIÇÃO ANTECIPADA DAS REALIZAÇÕES, É A ADESÃO VOLUNTÁRIA PARA UM MUNDO SEM SONHOS E SEM MAGIA.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013


                             DESCONFORTO

Espero o retorno da embarcação com velas de seda que te levou.
Sumiu em brumas invernais engolido na tênue névoa.
Daquela cortina esfumaçada espero um sopro, mesmo que frio em ato de devolução.
Senão revolverei os mares e os oceanos por nós e por nossas almas em desconforto nesta breve separação.
Caso não te encontre nas viagens, estarei no porto te esperando em angustiante tristeza, em magistral comoção.


 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

                               
                                         PERDI MEUS MEDOS
                         restou somente um temor

                   Que transporte mental é este que transcende o ser emocional. Vi todos os meus velhos e até os mortos medos passando um por um no lado oposto da rua. Estavam rejuvenescidos e latentes meus medos, cheios de vigor e crivados de segredos, ali naturalmente em minha frente a desfilar. Vi o meu medo de amar, meu medo do escuro, o medo dos temporais, enfim todos eles eu vi. Percebi quantos muitos foram meus medos e agora grisalho e fatigado nem mesmo da morte ele eu sinto. Ao perfilarem em representações simbólicas na forma de gente, os meus saudosos medos cumprimentaram-me com enorme respeito, depois apagaram-se e foram embora numa derradeira despedida. Evadiram esfumaçados como aqueles que encortinam-se na neblina ou evaporam sumindo nas brumas. Eu fiquei extasiado tristemente por ter perdido definitivamente meus medos. E agora que do todo, pouco posso, ficou um último temor... O medo de deixar quem mais eu amo... Deixar meu verdadeiro amor.